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Como funciona e como interpretar

Renda fixa

A tributação segue a tabela regressiva por prazo. O imposto é retido na fonte no momento do resgate, e o valor que chega à sua conta já vem líquido.

Aplicações isentas para pessoa física, como LCI, LCA e poupança, não sofrem essa retenção.

Debêntures incentivadas de infraestrutura também têm tratamento próprio.

Fundos de investimento

Fundos de renda fixa sofrem o come-cotas, uma antecipação semestral do imposto que reduz a quantidade de cotas.

O efeito prático é que parte do rendimento é tributada antes do resgate, o que diminui o montante que continua rendendo. Em prazos longos, isso reduz o resultado final em relação a um título com tributação só no fim.

Fundos de ações têm regra própria, com tributação apenas no resgate.

Renda variável

Ações têm regime distinto, com apuração mensal pelo próprio investidor e recolhimento por documento de arrecadação. Há isenção para vendas abaixo de um limite mensal em operações comuns.

Operações de day trade têm alíquota diferente e não gozam dessa isenção.

Fundos imobiliários têm rendimentos mensais com tratamento próprio e ganho de capital tributado na venda das cotas.

Por que a conta importa antes de aplicar

Comparar aplicações pelo rendimento bruto leva a decisões erradas com frequência.

O número que interessa é o líquido, no prazo que você realmente pretende manter o dinheiro. Uma aplicação com rendimento bruto maior e prazo curto pode perder para outra com bruto menor e prazo longo.

Quem recolhe o imposto

Em boa parte das aplicações de renda fixa e em fundos, a instituição retém o imposto na fonte e repassa. O valor que chega à sua conta já é líquido.

Em operações de renda variável, a responsabilidade costuma ser do investidor, que apura e recolhe. A retenção na fonte existe em percentual pequeno e serve principalmente para registro da operação.

Confundir os dois casos é a origem de pendências que aparecem só na declaração anual.

Compensação de prejuízo

Prejuízo apurado em operações de renda variável pode ser compensado com ganhos futuros da mesma natureza, reduzindo a base de cálculo.

Isso exige controle mês a mês das operações. Quem não mantém esse registro perde a compensação e paga imposto sobre um ganho que, no conjunto, não existiu.

Guarde notas de corretagem e mantenha o controle atualizado, porque a reconstrução posterior é trabalhosa.

O efeito do prazo sobre o resultado

Em aplicações com alíquota decrescente por prazo, resgatar cedo custa caro em imposto. A diferença entre resgatar antes de seis meses e depois de dois anos pode consumir uma fatia relevante do rendimento.

Isso não significa que prazo longo seja sempre melhor: significa que o prazo pretendido precisa ser decidido antes de aplicar, e não depois.

Para ver o ganho já descontada a inflação, use a calculadora de rentabilidade real.

Fontes oficiais

Conteúdo revisado em 10/09/2026.

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