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Percentual do patrimônio que você pretende retirar por ano. Estudos de planejamento costumam discutir valores entre 3 % e 4 %; a escolha é sua.

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Opcional. Rendimento acima da inflação. Sem ele, o tempo é calculado sem juros.

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Simulação · Taxa de retirada e retorno real informados pela pessoa, em valores de hoje.

Como chegamos neste resultado

A fórmula

patrimônio necessário = custo de vida anual ÷ taxa de retirada; renda passiva mensal = patrimônio × taxa de retirada ÷ 12

Passo a passo da conta

  1. O custo mensal é multiplicado por doze para chegar ao custo anual.
  2. O custo anual dividido pela taxa de retirada dá o patrimônio que gera essa renda sem consumir o principal, se o retorno real igualar a retirada.
  3. O tempo até a meta é simulado mês a mês: o saldo rende a taxa real mensal equivalente e recebe o aporte, até alcançar o patrimônio necessário.

O que a conta assume

  • Taxa de retirada e retorno real informados pela pessoa, em valores de hoje.
  • Aportes no fim de cada mês, constantes ao longo de todo o período.
Como funciona e como interpretar

A conta central

O patrimônio necessário é o custo de vida anual dividido pela taxa de retirada que você considera sustentável.

Uma taxa de retirada de 4% ao ano implica um patrimônio de 25 vezes o custo anual. Uma taxa de 3% implica 33 vezes.

Quanto mais conservadora a taxa, maior o patrimônio necessário e menor o risco de o dinheiro acabar antes.

O que a conta assume

Que o patrimônio rende acima da inflação de forma consistente, o que só faz sentido em horizontes longos e com carteira diversificada.

Que o custo de vida se mantém estável em termos reais, o que ignora mudanças de fase da vida, saúde e dependentes.

Que não haverá sequência ruim de retornos logo no início das retiradas, que é o cenário mais perigoso para quem já parou de aportar.

Nenhuma dessas premissas é garantida. A conta serve para dimensionar a ordem de grandeza do objetivo, não para prometer um resultado.

Os dois caminhos para chegar mais rápido

Aumentar o aporte e reduzir o custo de vida. O segundo tem efeito duplo: sobra mais para investir e o patrimônio necessário diminui, porque a meta é múltiplo do custo.

Cortar mil reais mensais de custo reduz a meta em algo próximo de trezentos mil reais quando a taxa de retirada é de 4%. Nenhum aumento de rentabilidade produz efeito comparável.

Independência não é aposentadoria

Muita gente busca a independência para trabalhar com liberdade de escolha, não para parar.

Considerar renda parcial no futuro muda bastante a conta e torna a meta muito mais alcançável. Isso não é falha de plano: é reconhecimento de que a maioria das pessoas continua produzindo de alguma forma.

A taxa de retirada é a premissa mais frágil

A conta depende de quanto se pode retirar por ano do patrimônio sem esgotá-lo. Esse percentual não é uma constante da natureza: ele decorre de estudos feitos sobre séries históricas de mercados específicos, em períodos específicos.

Aplicá-lo a outro país, a outro período ou a outra composição de carteira é uma extrapolação, e ela precisa ser tratada como tal.

Por isso a taxa é um campo, e não um número embutido. Rode a simulação com uma premissa conservadora e com outra otimista e observe a distância entre os dois patrimônios necessários. Essa distância é a incerteza do plano.

Inflação muda o alvo

Um patrimônio calculado sobre o custo de vida de hoje financia o custo de vida de hoje. Daqui a vinte anos, o mesmo padrão custará mais.

Corrija a despesa mensal pela inflação esperada antes de definir o alvo, na calculadora de poder de compra, e trabalhe com retornos reais em vez de nominais, pela calculadora de rentabilidade real.

O que a simulação não modela

Sequência de retornos. Uma queda forte logo no início da fase de retirada tem efeito muito maior do que a mesma queda anos depois, e a média anual não captura isso.

Mudanças de vida: filhos, saúde, mudança de país, cuidado com familiares.

Tributação sobre os resgates, que varia por produto e por prazo.

Trate o resultado como ordem de grandeza e como direção, não como data marcada no calendário.

Esta conta faz parte de: Investir