Calculadora de salário líquido
O líquido é o que sobra do salário bruto depois do INSS, do Imposto de Renda e dos descontos previstos no contrato. A ordem em que cada parcela entra muda o resultado.
- Revisado em 15/09/2026
- 4 fontes verificáveis
- Fórmula à vista
Como preencher esta calculadora?
- Informe o salário bruto do mês, incluindo adicionais que entram na base.
- Preencha dependentes e pensão alimentícia judicial, se houver.
- Inclua outros descontos do contracheque só quando forem certos.
- Calcule e confira a ordem: primeiro INSS, depois IRRF, depois o líquido.
Seu salário líquido estimado
Aguardando os dados
Preencha o salário bruto para ver INSS, IRRF e o líquido.
Como chegamos neste resultado
A fórmula
líquido = bruto − INSS − IRRF − vale-transporte − pensão − outros descontos
Passo a passo da conta
- O INSS sai da tabela progressiva de 2026 sobre o bruto, limitado ao teto.
- O IRRF usa a base de bruto menos INSS, dependentes e pensão, ou o desconto simplificado quando é melhor, e depois aplica a redução de 2026.
- O vale-transporte desconta até 6 % do salário, limitado ao custo real das passagens quando informado.
- Pensão e outros descontos são subtraídos por último; a pensão judicial também reduz a base do IR.
O que a conta assume
- Mês comum, sem horas extras, adicionais ou faltas: inclua-os no bruto se quiser o efeito.
Dados utilizados nesta conta
O que considerar antes de decidir
Base desta conta e vigência
- Regra aplicada
- líquido = bruto − INSS − IRRF − vale-transporte − pensão − outros descontos
- Vigência
- desde 01/01/2026
- Conferido na fonte
- em 11/09/2026
- Fonte principal
- e mais 2 normas listadas em "Dados utilizados nesta conta"
- Conferência do cálculo
- O motor desta página é testado a cada publicação contra 5 casos de referência montados a partir da norma. Se um deles falhar, o pacote de publicação não é gerado.
O que mudou em 2026
- Nova tabela do INSS, com teto de R$ 8.475,55. As quatro faixas progressivas foram atualizadas. O desconto de quem ganha acima do teto para no valor da última faixa.
- Redução do IR para rendimentos até R$ 7.350,00 por mês. Quem tem rendimento tributável mensal de até R$ 5.000,00 fica sem imposto retido; entre R$ 5.000,00 e R$ 7.350,00, o imposto da tabela é reduzido de forma decrescente.
Abrangência. Esta conta segue a legislação e as regras do Brasil em vigor. Fora do Brasil ela não se aplica, e regras estaduais ou municipais podem alterar o resultado conforme o lugar.
Como funciona e como interpretar
Do bruto ao líquido, na ordem certa
O salário bruto é o valor registrado em contrato, somado às parcelas variáveis do mês: horas extras, adicionais de insalubridade, periculosidade ou noturno, comissões e o descanso semanal remunerado que incide sobre elas.
Sobre esse total incide primeiro o INSS. O valor descontado de INSS é depois abatido da base do Imposto de Renda, junto com a dedução por dependente. Só então se aplica a tabela do imposto.
Essa sequência importa. Calcular o Imposto de Renda sobre o bruto, sem tirar o INSS, produz um desconto maior do que o real.
Por último entram os descontos contratuais, que não seguem tabela nacional e variam de empresa para empresa.
Os dois descontos obrigatórios
O INSS é calculado por faixas progressivas. Cada parte do salário é tributada pela alíquota da sua faixa, e não uma alíquota única sobre o todo. Por isso a alíquota efetiva, que é o desconto dividido pelo salário, fica sempre abaixo da alíquota nominal da faixa mais alta atingida. Acima do teto do salário de contribuição, o desconto para de crescer.
O Imposto de Renda também é progressivo, com faixas, alíquotas e parcela a deduzir. Existe uma faixa isenta na base, deduções por dependente e por pensão alimentícia judicial, e a alternativa do desconto simplificado, que substitui as deduções por um abatimento único quando isso for mais vantajoso.
Descontos que dependem do seu contrato
Vale-transporte. O desconto no empregado é limitado a 6% do salário básico. Se o custo do transporte for menor que isso, desconta-se apenas o custo.
Vale-refeição ou alimentação. A coparticipação do empregado segue o que estiver definido em norma coletiva ou política interna.
Plano de saúde e odontológico, quando há cobrança de mensalidade ou coparticipação.
Contribuição sindical ou assistencial, que depende de autorização e do que prevê a convenção coletiva.
Adiantamento salarial (vale), empréstimo consignado, faltas não justificadas e atrasos.
Benefícios como o depósito de 8% do FGTS não aparecem como desconto: eles são pagos pelo empregador em conta vinculada e não saem do seu salário.
Tabelas usadas nesta calculadora
A calculadora aplica a tabela do INSS de 2026 (Portaria Interministerial MPS/MF nº 13/2026: 7,5 %, 9 %, 12 % e 14 % até o teto de R$ 8.475,55), a tabela mensal do Imposto de Renda da Lei nº 15.191/2025, a dedução de R$ 189,59 por dependente, o desconto simplificado de R$ 607,20 e a redução da Lei nº 15.270/2025, que zera o imposto para rendimentos de até R$ 5.000,00 e o reduz gradualmente até R$ 7.350,00. Os valores foram lidos nas páginas do INSS e da Receita Federal em 11 de setembro de 2026 e valem para a competência de 2026.
O que mudou em 2026
- Mudança. INSS com faixas da Portaria MPS/MF nº 13/2026 e IRRF com a redução da Lei nº 15.270/2025 para rendimentos até R$ 7.350,00.
- Impacto. O líquido de 2026 não fecha com tabela de 2025: o teto previdenciário mudou e a faixa de isenção/redução do IRRF também.
- Fonte. Portaria Interministerial MPS/MF nº 13/2026 e Lei nº 15.270/2025, conferidas em 11/09/2026.
Se o holerite trouxer desconto que você não reconhece, o empregador é obrigado a discriminar cada parcela. Peça o demonstrativo detalhado antes de concluir que houve erro.
Fontes oficiais
Conteúdo revisado em 15/09/2026.