Simulador de financiamento de veículo
A parcela de um financiamento depende do valor financiado, do prazo e da taxa. O que muda a decisão, porém, é o custo total pago ao longo do contrato, e não o tamanho da prestação.
- Revisado em 15/09/2026
- 2 fontes verificáveis
- Fórmula à vista
Como preencher este simulador?
- Informe o valor do veículo, a entrada e o que será financiado.
- Preencha prazo, taxa e, se souber, tarifas e seguros embutidos.
- Calcule a parcela e o custo total estimado, não só a prestação.
- Compare propostas pelo custo efetivo com os mesmos dados em todas.
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Como chegamos neste resultado
A fórmula
valor financiado = veículo − entrada (+ tarifas, seguro e IOF, quando financiados); parcela = PRICE(valor financiado, taxa, prazo); IOF = 0,38 % do principal + 0,0082 % ao dia sobre o principal de cada parcela, até 365 dias; custo efetivo estimado = taxa que iguala o que o crédito pagou pelo carro ao fluxo de parcelas e custos
Passo a passo da conta
- O que o crédito paga é o preço menos a entrada. Tarifas, seguro e IOF ou entram nesse valor e são parcelados, ou saem do bolso na contratação.
- A parcela é constante (Tabela PRICE): juros sobre o saldo e amortização crescente.
- O IOF da pessoa física tem duas partes: 0,38 % sobre o principal e 0,0082 % ao dia sobre a amortização de cada parcela, contada até o vencimento dela e limitada a 365 dias. Quando o IOF é financiado, ele também paga IOF, e a conta itera até fechar.
- O custo efetivo estimado é a taxa interna que iguala o valor que o banco pagou pelo veículo (preço menos entrada, menos o que você pagou à vista) ao total de parcelas. Ele engloba juros, IOF, tarifas e seguro informados.
O que a conta assume
- Parcelas mensais iguais com 30 dias de intervalo; a primeira vence um mês após a contratação.
- IOF pela regra da pessoa física vigente no Decreto nº 6.306/2007. Pessoa jurídica tem alíquotas próprias e não está nesta conta.
- Só entram as tarifas e o seguro que você informar. A calculadora não presume tarifa de avaliação, seguro prestamista nem serviços agregados.
Dados utilizados nesta conta
O que considerar antes de decidir
Base desta conta e vigência
- Regra aplicada
- valor financiado = veículo − entrada (+ tarifas, seguro e IOF, quando financiados); parcela = PRICE(valor financiado, taxa, prazo); IOF = 0,38 % do principal + 0,0082 % ao dia sobre o principal de cada parcela, até 365 dias; custo efetivo estimado = taxa que iguala o que o crédito pagou pelo carro ao fluxo de parcelas e custos
- Conferido na fonte
- em 12/09/2026
- Fonte principal
- e mais 1 norma listada em "Dados utilizados nesta conta"
- Conferência do cálculo
- O motor desta página é testado a cada publicação contra 6 casos de referência montados a partir da norma. Se um deles falhar, o pacote de publicação não é gerado.
Abrangência. Esta conta segue a legislação e as regras do Brasil em vigor. Fora do Brasil ela não se aplica, e regras estaduais ou municipais podem alterar o resultado conforme o lugar.
Como funciona e como interpretar
Prazo longo reduz a parcela e aumenta o total
Alongar o prazo diminui a prestação mensal, o que faz a compra parecer mais acessível. Mas cada mês adicional é mais um mês de juros sobre o saldo devedor.
O resultado é uma troca direta: parcela menor hoje, custo total maior no fim. Em prazos muito longos, o montante de juros pode se aproximar de uma fração significativa do valor do próprio veículo.
Há um efeito adicional pouco lembrado. Como o veículo deprecia mais rápido nos primeiros anos e a amortização inicial é lenta, contratos longos costumam passar um período em que o saldo devedor supera o valor de mercado do carro. Nesse intervalo, vender o veículo significa quitar mais do que ele vale.
Entrada maior muda mais do que parece
Aumentar a entrada reduz o valor financiado, e portanto os juros incidem sobre uma base menor.
Além disso, entrada maior costuma melhorar a taxa oferecida, porque reduz o risco do credor. É uma economia dupla, que não aparece em uma simulação que mantenha a taxa fixa.
Vale conferir também se há custo de oportunidade relevante no dinheiro usado como entrada. Se a taxa do financiamento supera o rendimento líquido da aplicação, dar entrada maior é matematicamente vantajoso.
O que o CET revela
A propaganda destaca a taxa mensal. O custo efetivo total é o número que importa, porque incorpora tudo o que se paga além dos juros.
Entram nele tarifa de cadastro, tarifa de avaliação do bem, imposto sobre operações financeiras, registro do gravame no órgão de trânsito e seguros contratados junto com a operação.
Como a calculadora estima o IOF e o custo efetivo
O IOF da pessoa física em operação de crédito segue o Decreto nº 6.306/2007, art. 7º: uma alíquota adicional de 0,38 % sobre o valor financiado e uma alíquota diária de 0,0082 % sobre o principal de cada parcela, contada até o vencimento dela e limitada a 365 dias. Por isso o imposto pesa mais em prazos longos, mas para de crescer a partir da parcela que vence depois de um ano. Quando o banco financia o IOF junto com o carro, o próprio imposto entra na base, e a calculadora repete a conta até fechar.
Tarifa de cadastro, registro do gravame e seguro só entram se você informar: a calculadora não presume valores que a proposta pode não ter. Com tudo isso, ela mostra o custo efetivo estimado da operação, a taxa que iguala o valor que o crédito pagou pelo carro ao fluxo de parcelas e custos. Não é o CET oficial: esse é informado pela instituição financeira na proposta e pode incluir custos específicos que não estão nesta simulação. Pessoa jurídica tem alíquotas de IOF próprias e fica fora desta conta.
Peça o CET por escrito de cada proposta. Duas ofertas com a mesma taxa nominal podem ter custos efetivos bem diferentes, e a instituição é obrigada a informá-lo antes da contratação.
Fique atento a produtos vendidos como opcionais que aparecem embutidos: seguro prestamista, proteção financeira e serviços agregados aumentam a parcela e nem sempre foram escolhidos conscientemente.
Alienação fiduciária e quitação antecipada
No financiamento de veículo, a garantia usual é a alienação fiduciária: o carro fica em nome do comprador com gravame registrado, e a propriedade só se consolida com a quitação.
Isso significa que o veículo não pode ser vendido livremente enquanto houver saldo, e que o inadimplemento leva à busca e apreensão por procedimento próprio, mais rápido que uma cobrança comum.
Por outro lado, o consumidor tem direito à redução proporcional dos juros na quitação antecipada, total ou parcial. Amortizar reduzindo o prazo economiza mais juros do que reduzir o valor da parcela mantendo o prazo.
Antes de assinar, simule o mesmo valor em prazos diferentes e compare o total pago, não só a prestação. É essa comparação que revela o preço real do crédito.
Dúvidas frequentes
Qual a diferença entre taxa de juros e CET?
A taxa de juros remunera o dinheiro emprestado. O custo efetivo total incorpora também tarifas, seguros embutidos, registro do gravame e o IOF, e por isso é sempre maior. É o CET informado pela instituição que permite comparar propostas de bancos diferentes; a calculadora mostra um custo efetivo estimado com o que você informou.
Conteúdo revisado em 15/09/2026.