Calculadora de férias
As férias são pagas com o acréscimo de um terço constitucional sobre a remuneração do período, e o valor bruto ainda sofre desconto de INSS e Imposto de Renda antes de chegar à conta.
- Revisado em 09/09/2026
- 4 fontes verificáveis
- Fórmula à vista
Líquido estimado das férias
Aguardando os dados
Preencha o salário e os dias para ver o bruto, o terço e o líquido.
Como chegamos neste resultado
A fórmula
base = salário + média de variáveis; direito = 30 dias × avos ÷ 12; diária = base ÷ 30; férias = diária × dias gozados; terço = férias ÷ 3; abono = diária × dias vendidos (+ terço); líquido = férias + terço − INSS − IRRF + abono
Passo a passo da conta
- A base é o salário mais a média de horas extras e adicionais habituais, quando informada.
- Cada avo é um mês do período aquisitivo; fração igual ou maior que 15 dias conta como mês completo. Com 12 avos o direito é de 30 dias; com 6, de 15.
- Cada dia gozado vale um trinta avos da base: os avos definem quantos dias cabem, não o valor do dia.
- INSS e IRRF das tabelas de 2026 incidem sobre as férias gozadas e o terço constitucional, com dependentes quando informados.
- O abono pecuniário e o terço sobre ele são isentos e entram por fora, somados ao líquido. A venda é limitada a um terço do direito.
O que a conta assume
- Férias gozadas, não indenizadas. Direito de 30 dias por período completo, sem redução por faltas (CLT, art. 130). Divisor salarial de 30 dias.
Dados utilizados nesta conta
O que considerar antes de decidir
Base desta conta e vigência
- Regra aplicada
- base = salário + média de variáveis; direito = 30 dias × avos ÷ 12; diária = base ÷ 30; férias = diária × dias gozados; terço = férias ÷ 3; abono = diária × dias vendidos (+ terço); líquido = férias + terço − INSS − IRRF + abono
- Vigência
- desde 01/01/2026
- Conferido na fonte
- em 11/09/2026
- Fonte principal
- e mais 3 normas listadas em "Dados utilizados nesta conta"
- Conferência do cálculo
- O motor desta página é testado a cada publicação contra 8 casos de referência montados a partir da norma. Se um deles falhar, o pacote de publicação não é gerado.
O que mudou em 2026
- Nova tabela do INSS, com teto de R$ 8.475,55. As quatro faixas progressivas foram atualizadas. O desconto de quem ganha acima do teto para no valor da última faixa.
- Redução do IR para rendimentos até R$ 7.350,00 por mês. Quem tem rendimento tributável mensal de até R$ 5.000,00 fica sem imposto retido; entre R$ 5.000,00 e R$ 7.350,00, o imposto da tabela é reduzido de forma decrescente.
Abrangência. Esta conta segue a legislação e as regras do Brasil em vigor. Fora do Brasil ela não se aplica, e regras estaduais ou municipais podem alterar o resultado conforme o lugar.
Como funciona e como interpretar
A estrutura do cálculo
O ponto de partida é a remuneração do mês, que inclui o salário e as parcelas habituais: adicionais de insalubridade, periculosidade ou noturno, horas extras pela média do período aquisitivo e comissões.
Sobre esse valor aplica-se a proporção de dias de férias gozados. Trinta dias correspondem à remuneração integral do mês.
Ao resultado soma-se o terço constitucional, que é um terço do valor das férias. É por isso que quem tira 30 dias recebe cerca de um salário e um terço.
Depois vêm os descontos. INSS e Imposto de Renda incidem sobre a remuneração das férias gozadas e sobre o terço constitucional; o abono pecuniário e o terço sobre ele são isentos. Há ainda os descontos contratuais que couberem no período.
Período aquisitivo e período concessivo
O direito nasce após 12 meses de trabalho, que formam o período aquisitivo. A empresa tem os 12 meses seguintes, o período concessivo, para conceder as férias.
Se o prazo concessivo termina sem que as férias sejam concedidas, elas passam a ser devidas em dobro, com o terço. Essa é a penalidade prevista em lei, e ela vale para o período que ficou vencido.
Faltas injustificadas em excesso ao longo do período aquisitivo reduzem o número de dias de férias, em escala definida na CLT. Faltas justificadas e afastamentos legais não têm o mesmo efeito.
Fracionamento e regras de concessão
As férias podem ser divididas em até três períodos, com a concordância do empregado. Um deles precisa ter no mínimo 14 dias corridos, e os outros dois não podem ser inferiores a 5 dias corridos cada.
O início das férias não pode coincidir com os dois dias que antecedem feriado ou repouso semanal remunerado.
A empresa deve comunicar a data com antecedência mínima definida em lei, e o pagamento precisa ser feito antes do início do descanso.
Venda de férias e descontos
O empregado pode converter até um terço do período em abono pecuniário, o que corresponde a 10 dias quando o direito é de 30. Nesse caso, descansa 20 dias e recebe os 10 restantes em dinheiro, também com o terço.
O abono pecuniário tem tratamento tributário distinto do valor das férias gozadas, o que altera o líquido final.
Por que o líquido depende das tabelas vigentes
O bruto das férias segue regra estável e pode ser apurado com segurança. O líquido depende das tabelas do ano: a calculadora aplica a tabela de contribuição do INSS e a tabela progressiva mensal do IRRF vigentes em 2026, com a redução da Lei nº 15.270/2025, sobre a remuneração das férias gozadas e o terço constitucional.
O abono pecuniário e o terço sobre ele não sofrem INSS nem Imposto de Renda, e a calculadora os mostra em linha separada, fora da base dos descontos. Outros descontos do contrato, como plano de saúde ou adiantamentos, não entram: confira o holerite do mês para o valor final.
Na virada do ano as tabelas mudam; a vigência aplicada está declarada nas fontes desta página.
Conteúdo revisado em 09/09/2026.